Artigos 2009

A voz do estagiário

Artigo publicado no Diário de São Paulo em 07/06/09 Luiz Gonzaga Bertelli*

O que passa na cabeça dos estagiários? O que os estudantes consideram um excelente programa de treinamento? Quais empresas, órgãos públicos e entidades do 3º setor mantêm as melhores práticas de estágio no Estado de São Paulo? Nos últimos anos, ficou mais fácil responder a esses questionamentos, graças à pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, em parceria com o CIEE e a seccional paulista da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP), e que serve de base para o ranking As Melhores Empresas Para Estagiar, que já teve três edições, premiando as 50 finalistas em cada uma.

Tão importante quanto o reconhecimento público às vencedoras são as informações reunidas por essa pesquisa conduzida pelo Ibope, que prima pelo sigilo e pela independência na coleta de opiniões diretamente dos estagiários. Entre as conclusões da edição de 2008, foi possível apurar que os benefícios concedidos aos estagiários melhoraram quantitativa e qualitativamente ao longo de três anos. O valor médio da bolsa-auxílio, por exemplo, saltou de R$ 456 para R$879, e o vale-transporte subiu de 68% para 79%.

Neste ano, a pesquisa, que está com inscrições abertas até o próximo dia 17, terá outro diferencial: será a primeira feita já na vigência da nova Lei do Estágio, que foi promulgada dois meses após o término da apuração da pesquisa no ano passado e trouxe uma série de mudanças. Além das perguntas que abrem esse texto, o estudo verificará como foi a recepção dos jovens à lei.

Podem participar da pesquisa empresas, órgãos públicos e entidades do 3º setor – parceiras ou não do CIEE – que tenham 15 ou mais estagiários em atividade no estado paulista. Os responsáveis pela inscrição das organizações no site www.melhorestagio.ibope.com.br são os gestores de recursos humanos, mas os jovens podem ter um papel relevante, ao sugerir a seus supervisores participem da pesquisa, que é benéfica tanto para o contratante quanto para o contratado, pois fornece subsídios para o aprimoramento dos programas de capacitação. Vale destacar que a avaliação de cada programa será informada somente à empresa contratante e as premiadas terão seus cases divulgados na imprensa.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História e diretor da FIESP.

Reprodução autorizada, desde que citada a fonte.

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