Artigos 2010

O segredo dos melhores estágios

Artigo publicado no Diário de São Paulo em 28/11/10 Luiz Gonzaga Bertelli*

Um estágio “bom” se caracteriza pela inserção de jovens na realidade do mercado de trabalho. Já o estágio “excelente” é uma via de alta velocidade para o sucesso profissional. Um olhar sobre o perfil dos programas de estágio das 50 organizações que figuram no ranking As Melhores Empresas para Estagiar 2010 permite identificar algumas características que influenciam no resultado final do treinamento dos estudantes. A fórmula de sucesso mescla fatores como a constante proposição de atividades cada vez mais desafiadoras aos estagiários, a concessão de incentivos educacionais – pagamento de cursos extracurriculares e/ou oferta de bolsas –, a existência de planos de carreira e o envolvimento dos jovens em programas de responsabilidade social.

Desse caldeirão saem histórias de programas que atingem o expressivo índice de 95% de efetivação, quando a média apurada pelo instituto InterScience é de 64%. Não é raro encontrar gestores que começaram como estagiários nas empresas: na premiada Sulzer, por exemplo, um estudante que participou das primeiras turmas de estágio chegou a ocupar a presidência e, hoje, é executivo da companhia nos Estados Unidos.

O ranking – iniciativa do CIEE, Ibope Inteligência e seccional paulista da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP) – delineia também o perfil dos estudantes que tem mais chances de ser recrutado como estagiário. Em sua maioria, são jovens na faixa dos 16 aos 25 anos, com bons conhecimentos de idiomas estrangeiros e acesso à tecnologia.

Preparação é tudo quando se almeja uma oportunidade nas organizações que oferecem os melhores estágios, pois os processos seletivos são extremamente concorridos, rivalizando até mesmo com vestibulares. Na também premiada Cebrace, indústria vidreira de Jacareí/SP, o índice candidato/vaga é igual ao do curso de jornalismo na Fuvest: só é contratado quem se sobressai de uma turma de 60 concorrentes. Os recrutadores avaliam, por meio de dinâmicas e entrevistas presenciais, pontos que vão da apresentação pessoal a uma série de habilidades atitudinais, além da preparação técnica e do domínio do inglês.

Vale lembrar que as empresas, entidades do 3º setor e órgãos públicos que figuram no ranking foram premiados na última terça-feira durante uma festa no Teatro CIEE, em São Paulo. A lista das vencedoras está no site www.ciee.org.br.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE, da Academia Paulista de História – APH e diretor da FIESP.

Reprodução autorizada, desde que citada a fonte.

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